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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Em informações colhidas pelo nosso blog, o prefeito Edson Vieira, que esteve em Brasília durante essa semana, em busca de recursos federais e recursos de ministérios para investimentos na cidade, passou por vários gabinetes de deputados, entre tanto, não foi ao gabinete do deputado federal José augusto Maia que é de Santa Cruz. Segundo nosso informante, o prefeito não pretende contar com recursos do deputado José Augusto apenas por questões politicas, sem sequer se preocupar com as necessidades que a maioria da população busca diariamente. De acordo com a acessória do deputado, vários prefeitos de outras cidades o procuraram em busca dos quase 15 milhões de reais em recursos que ele pode destinas através das emendas para o ano de 2015. E perguntado sobre a passagem do prefeito Edson em Brasília? O deputado afirmou não ter recebido a presença do prefeito em seu gabinete, e que até o aguardava durante está semana, mas ele não o procurou para discutir sobre os recursos que poderia levar há desenvolver ações para Santa Cruz. O fato, é que por questões politicas muitos recursos são perdidos por Edson Vieira, que não quer ter, que aceitar os recursos de um politico que é seu adversário em âmbito municipal, mais que tem toda condição de ajuda-lo a fazer um governo bom para o povo de Santa Cruz do Capibaribe, com mais recursos, e mais investimentos na qualidade de vida das pessoas. Parece uma ironia saber, que o prefeito foi em busca de recursos, mais não quer os os recursos que podem vir! Valdir Paulo Blogger Fato Real

kkkkk Revoltados, funcionários públicos da secretária de saúde de santa cruz do Capibaribe, revelam que por determinação do prefeito Edson Vieira, após o pleito eleitoral de cinco de outubro, ficou estabelecido através de uma nota, que nenhum funcionário publico contratado da secretaria de saúde estaria autorizado há tirar férias. Além disso, muitos desses servidores já foram avisados de que haverá centenas de demissões em todas as às áreas para que se enxugue a folha de pagamento, mais um detalhe importante é o prefeito já teria autorizado às demissões de quem foi indicado ou que tenham um alinhamento com vice-prefeito Dimas Dantas e com o vereador Vânio Vieira, e esses seriam os primeiros da lista. O fato que se ver claramente, nada mais é, de que essa gestão não aguenta ser contrariado, nem que pra isso tem tido atitudes ditadoras como essa, onde restringe o direito do servidor e desrespeita as leis trabalhistas, numa manobra vergonhosa que manipula o servidor apenas por estar vinculado a um mecanismo publico que controlado por uma gestão publica perseguidora e ditadora que escraviza uma classe que muito importante para nossa cidade. O prefeito Edson Vieira precisa conhecer melhor os direitos trabalhistas e respeitar as leis do trabalhador cumprindo suas obrigações como gestor de um município pro qual foi eleito numa chance dada, pelo povo que não tem cor, religião ou classe social. Valdir Paulo Blogger Fato Real

VEJA VÍDEO:MORTE NA BR 304;PNEU SALTA DE CARRETA QUE VINHA PARA MOSSORÓ E CAUSA ACIDENTE ENVOLVENDO 5 VEICULOS NA BR-304 EM FRENTE A QUEIJEIRA OPÇÃO









Janilson motorista de uma das carretas
Na manhã desta quinta-feira 20 de novembro de 2014,aconteceu um acidente na BR-304 em frente a Queijeira Opção entre as cidades de Angicos e Assu. As informações são que um pneu saltou de uma carreta que seguia Natal Mossoró, provocando pânico na BR, pois o pneu pulava na pista em meio aos carros em alta velocidade, uma outra carreta que era conduzido por Janilson que seguia Mossoró Natal tentou desviar do pneu, com isso perdeu o controle do veiculo batendo de frente com uma carreta que seguia em sentido contrário, provocando a morte do motorista.Populares informaram que o motorista que morreu no acidente, passou vários minutos pedindo socorro, mais infelizmente ninguém podia fazer nada, já que o mesmo ficou preso as ferragens, sendo preciso o chegada do corpo de Bombeiro que teve muito trabalho para retirar o corpo do motorista da cabine da carreta. Já o pneu continuou descontrolado na pista, dois carros que tentavam desviar tanto do pneu quanto dos carros, um HB20 que era conduzido por Felipe e um corsa, ambos se envolveram no acidente.

Um grave acidente nesta quinta-feira, 20 de novembro, envolvendo um veículo e uma motocicleta deixa uma vítima fatal. O acidente aconteceu na Av. Castro Alves próximo à Praça do Bosque em Santo Estevão, Bahia. Um veículo GM Corsa pick-up de placa CJJ 0383, com licença de Santo Estevão, colidiu com uma motocicleta Honda Pop 100 de placa OKU 6952 também com licença de Santo Estevão. Com o impacto o veículo acabou imprensando a condutora da motocicleta no poste de iluminação pública e a motocicleta embaixo do veículo. O motorista do veículo fugiu do local no momento do acidente. A jovem chegou a ser socorrida ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A vítima foi identificada como Daniele Santos de Almeida, 16 anos. A Polícia Militar preservou o local do acidente e fez a ocorrência do acidente. A Polícia Civil também foi ao local para dar início às investigações e saber quais as circunstâncias do acidente. O corpo foi encaminhado ao DPT - Departamento de Polícia Técnica a fim de que sejam feitos os procedimentos cabíveis. A população ficou chocada com a cena da jovem imprensada entre as ferragens do veículo e o poste de iluminação pública, causando, assim, um grande aglomerado de curiosos, o que dificultou o trabalho da polícia.


Na guerra entre carros e bicicletas, 10 maneiras de escapar de um acidente de bike

bike

Nestes novos tempos em que as ciclovias começam a fazer parte da paisagem cotidiana das grandes cidades mais pessoas se sentem encorajadas a pedalar. Ótimo, afinal, a ideia é essa mesmo: deixar o carro em casa e utilizar a magrela como meio de transporte para pequenos, médios e até longos percursos. Só depende da disposição e da saúde de cada um.
O efeito colateral dessa boa prática – sempre existe um – pode ser um desagradável acidente. Até mesmo porque a falta de hábito dos novos ciclistas, assim como a falta de educação de alguns motoristas, podem potencializar os riscos nas ruas.
O site Grist, especializado em questões de sustentabilidade, mas sempre com uma pegada leve e bem-humorada, enumerou algumas formas de se comportar caso esse episódio sem graça venha a acontecer na vida de um pedalante. O certo é sempre estar atento para evitar o pior. Mas se o revés vier e você se vir estatelado no asfalto tente manter a calma e lembrar de seguir os 10 passos, abaixo:
1 – Procure sair do meio da rua o mais rápido possível. Se é chato ser atropelado por um carro, ser atingido duas vezes é pior ainda;
2 – Faça uma rápida checagem do seu estado geral e não no da sua bicicleta. Nesse momento você é mais importante. Dane-se a sua magrela. Veja se está sangrando, se o seu capacete está rachado (você estava de capacete, né?). Verifique qualquer outro sinal de uma lesão mais grave. Todo o resto não importa nesse momento. (Nota do autor: Isso já aconteceu comigo. Certa vez estava eu pedalando em Salvador com minha namorada. Ela acabou caindo, machucou-se seriamente no braço esquerdo e quase foi atropelada por um ônibus. Em vez de ligar para o 190, como deveria ser, minha primeira reação foi pegar a bicicleta dela e ligar para o cara que havia nos alugado. Até hoje ela sente uma vontade incontrolável de apertar meu pescoço toda vez que lembra do episódio);
3 – Ligue para o 190. Você pode até não estar sentindo dor alguma no momento. Só está com muita raiva porque um motorista aloprado tentou achatar você no asfalto. Mas quando a adrenalina baixar você certamente vai sentir o corpo reclamar. Então será bom ter um médico do Samu do lado. E um policial também;
4 – Consiga o nome, endereço, telefone e informações do seguro do motorista. Agora é hora de racionalizar e correr atrás dos seus direitos. Veja também se há testemunhas e providencie os contatos delas. Com todo respeito aos policiais, nem sempre eles estarão do seu lado na hora de conseguir um resultado favorável na Justiça ou na companhia de seguros, caso você precise de uma bicicleta ou de um joelho novos.
5 – Fique frio. Encontre um lugar seguro para ficar até que a ambulância do Samu e a polícia cheguem. Repita o segundo passo. Agora, sim, é hora de ver como ficou a sua bike. Mesmo que ela esteja em ordem resista à tentação de subir nela e seguir seu caminho sem esclarecer a situação;
6 – Nunca diga ao motorista que resolveu te atropelar que não foi nada ou que foi sua culpa. Minimizar seus ferimentos ou os prejuízos com sua bike pode funcionar contra você, no caso de ter direito ao seguro;
7 – Se está tudo bem com você lembre-se de levar sua magrela ao mecânico para ter certeza de que ela também está, antes mesmo de sair pedalando. É preciso saber se não há rachaduras ou outros danos que possam causar novos acidentes;
8 – Pode haver esperanças de que o seguro do motorista cubra lesões a você e danos à bicicleta. Lute pelos seus direitos;
9 – A corda estoura do lado mais fraco e não é raro que os policiais achem que você provocou o acidente. Não é preciso, nem inteligente, desafiar o policial nessa hora. Entretanto, você pode consultar e até contratar um advogado. Já existem muitos deles especializados em acidentes com bicicletas;
10 – Finalmente, não desista de pedalar. A bicicleta é um ótimo veículo, faz bem à saúde e ao planeta. A melhor forma de tornar as ruas mais seguras para quem anda de bike é ter mais ciclistas exercendo sua cidadania e ocupando espaços na cidade.

“O problema das grandes cidades é que elas tornaram-se infinitas”, diz especialista

CIDADE

Organizado pelo programa LSE Cities da London School of Economics and Political Science (Escola de Economia e Ciência Política de Londres) e pela Sociedade Alfred Herrhausen, o fórum Urban Age (Era Urbana) é uma conferência internacional interdisciplinar que investiga vários aspectos das cidades e do ambiente urbano.
Desta vez, a conferência de dois dias tem início nesta sexta-feira (14/11) na capital indiana, Nova Déli, com a participação de renomados acadêmicos, políticos, arquitetos, líderes empresariais e representantes da sociedade civil.
A Deutsche Welle conversou com Ricky Burdett, diretor do fórum Urban Age e do programa LSE Cities, autor de The Endless City (A cidade infinita, em tradução livre). Burdett é um dos maiores especialistas mundiais em planejamento urbano. Ele foi o consultor-chefe de Arquitetura e Urbanismo nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Segundo Burdett, tornar uma cidade “inteligente” não envolve somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. O urbanista disse ainda que, em vez de criar novas cidades, muitas vezes é mais importante aperfeiçoar as existentes.
Deutsche Welle: Qual a importância da escolha de Nova Déli para sediar a conferência Urban Age deste ano?
Ricky Burdett: Temos realizado conferências em cidades ao redor do mundo, como Istambul, Rio de Janeiro, Mumbai, que estão crescendo rapidamente, mas também em Nova York e Londres, que estão mudando a sua fisionomia e o seu “DNA” por meio da migração e outros fatores. Não há dúvida de que Déli é um exemplo interessante dado o seu passado colonial, que se reflete na arquitetura vitoriana e malha urbana em Nova Déli. Além disso, trata-se de uma grande cidade em expansão com todas as suas dificuldades, como a ausência de habitação social estruturada e problemas significantes em termos de tráfego.
Há poucas cidades no mundo capazes de combinar tudo isso. Ao mesmo tempo, o sistema de metrô de Déli é um investimento fantástico, enquanto os riquixás motorizados e os sistemas de ônibus estão mudando para o gás natural. Essas são atitudes incrivelmente corajosas. E tem-se também um novo governo indiano falando sobre “smart cities”, ou seja, cidades inteligentes. Tudo isso cria um contexto muito vibrante para a nossa discussão.
No início deste ano, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou um investimento de 1,2 bilhão de dólares em cidades inteligentes no próximo ano. O que você acha desse projeto, levando em conta a sua experiência como arquiteto e urbanista?
Eu acho o termo “cidades inteligentes” problemático, porque ele sugere aplicar alta tecnologia a uma coisa ou outra. Em alguns casos, tornar uma cidade inteligente não implica somente tecnologia, mas a resolução de algumas das questões mais fundamentais. E a tecnologia de informação pode ajudar a fazer isso. Mas eu não tenho certeza se a noção de computadorizar tudo com sistemas IBM ou Cisco é o que importa nas cidades indianas atuais. O que importa é o investimento em tecnologias inteligentes para ajuda a melhorar o transporte ou a forma de gestão da saúde pública, como também aumentar a qualidade de vida das populações existentes e não pensar apenas nas cidades futuras.
Na Índia, existem tantas pessoas vivendo em condições desastrosas em tantas cidades, de forma que é ali onde a inteligência precisa ser primeiramente aplicada. A minha compreensão é que as 100 cidades inteligentes não são pensadas como novas cidades cheias de arranha-céus e carros elétricos, como na Coreia do Sul, China ou Oriente Médio. Tais cidades são o epítome de cidades inteligentes. Mas elas são caras e não resolvem definitivamente os problemas enfrentados pelos indianos. Fiquei animado em saber que o plano indiano é centrado, na verdade, no aperfeiçoamento das cidades existentes. Certamente, isso será bastante debatido na conferência.
Você falou que estamos vivendo numa era da cidade infinita. Quais seriam alguns dos desafios enfrentados pelas grandes cidades modernas de hoje?
Cidades como Mumbai, Istambul, Lagos e São Paulo têm crescido mais rapidamente do que outras metrópoles internacionais como Londres ou Nova York. Lagos, por exemplo, tem ganhado cerca de 600 mil novos habitantes todos os anos. Isso representa uma taxa de aproximadamente 70 pessoas nascendo a cada hora ou se mudando para a cidade. O estresse que isso representa para a infraestrutura dessas cidades é sem precedentes. O preocupante é que muitas cidades africanas estão vivenciando um rápido crescimento populacional sem passar pelo processo de manufatura ou industrialização registrado na Europa e nos EUA no século 19.
Isso cria uma perigosa bomba-relógio social, na medida em que cada vez mais pessoas se mudam para as cidades e passam a viver em assentamentos informais sem acesso à infraestrutura básica, levando a profundas desigualdade e violência em alguns lugares. O outro grande desafio é em nível ambiental. Como motores da economia global, as cidades consomem enormes quantidades de energia e emitem um imenso volume de poluição. Por volta de 60% a 75% das emissões globais de CO2 provêm das cidades.
Essa é uma cifra enorme, e se pudermos pensar no projeto e gestão da próxima geração de cidades – o que não implica necessariamente a construção de novas cidades, mas o aperfeiçoamento e melhoramento do que já existe, particularmente nas grandes cidades, tornando-as mais ecológicas –, o potencial de redução do impacto sobre o planeta é dramático.
Existem cidades que acertaram em termos de enfrentar alguns desses desafios?
Absolutamente. A situação não é inevitável e pode ser abordada através de um bom planejamento e uma boa gestão urbana, mesmo quando os recursos são escassos. Uma das regiões mais inovadoras no Hemisfério Sul é a América Latina. Por exemplo, na Colômbia, com todos os seus problemas de violência e drogas, duas cidades se destacam – a capital, Bogotá, e Medellín. Ambas passaram por grandes mudanças nos últimos 15-20 anos na implementação de escolas, habitação acessível e de boa qualidade, bibliotecas, como também na introdução de sistemas de transporte, ciclovias, ônibus de trânsito rápido (BRT), ou seja, em vez de gastar quatro horas por dia para chegar ao emprego, o trabalhador precisa somente de 20 a 30 minutos.
Na Ásia, registra-se o maior número de investimentos desse tipo – Cingapura se destaca de todas as formas, tanto em seus pontos fortes quanto em suas limitações. Hoje, é uma cidade-Estado com cerca de 80% de seus cidadãos vivendo em habitações sociais, o que é um conceito extraordinário. Portanto, há um investimento na tentativa de resolver as necessidades fundamentais e evitar o problema da desigualdade profunda que ameaça tantas cidades. Outras partes da Ásia, como o Japão e muitas cidades chinesas, estão realizando, por exemplo, investimentos extraordinários em transporte público, o que faz uma grande diferença do ponto de vista da equidade e acesso ao emprego.
O tema da conferência deste ano é a governança urbana. O que é preciso para se fazer uma cidade de sucesso? Boa liderança ou arquitetos visionários?
Sou arquiteto, mas não acho que os arquitetos são solução. Para se ter uma ideia do caminho que uma cidade deve seguir, da forma que ela precisa se desenvolver, de quais são os seus valores, é preciso que haja líderes urbanos capazes de implementar mudanças, que geralmente vão de encontro à natureza das tendências nacionais. No caso da Espanha, por exemplo, o país tem enfrentado altos e baixos nos últimos anos, mas a cidade de Barcelona teve cinco prefeitos consecutivos que foram capazes de desenvolver e interpretar a visão de uma cidade muito dinâmica, muito aberta à migração internacional, criando empregos de alta tecnologia e melhorando a qualidade dos espaços públicos, de sua orla, etc.
Em Londres, desde 2000, tivemos dois prefeitos eleitos pelo voto direto que fizeram, em minha opinião, uma enorme diferença quanto à quantidade de dinheiro levantado do governo central. É o resultado de um prefeito batendo à porta do gabinete do primeiro-ministro. Um pequeno exemplo é que, agora, temos um sistema ferroviário público de 30 milhões de dólares, que deverá ser inaugurado em 2018. No entanto, isso nunca teria acontecido se não tivesse havido um prefeito fazendo lobby para tal.
Assim, liderança é fundamental. Ideias e visões urbanas são importantes, mas acredito que noções de equidade, sustentabilidade, de posicionamento ecológico são fatores extremamente importantes que às vezes transcendem a visão arquitetônica.

Por que obras faraônicas não resolvem o problema do abastecimento de água em SP

A represa Jaguari, que integra o Sistema Cantareira

Com os reservatórios do Sistema Cantareira definhando a cada dia surgem planos mirabolantes para que os paulistas se livrem do desabastecimento. Todos caríssimos. Enquanto isso, a vegetação que garante vida aos nossos mananciais vai sendo destruída.
Geraldo Alckmin bateu à porta da presidente Dilma com um projeto de abastecimento de água debaixo do braço. Quer tocar oito obras de médio e longo prazo para incrementar a capacidade dos reservatórios em quase 13 metros cúbicos por segundo. Pediu ao Governo Federal nada menos que R$ 3,5 bilhões para tocar esse pacotão de obras hídricas que Alckmin chama de estruturantes. Inclui a interligação de várias represas e a construção de mais reservatórios.
Por outro lado, uma associação de 43 municípios e trinta empresas paulistas conhecida como Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – ou simplesmente Consórcio PCJ – anunciou que pretende investir na dessalinização da água do mar para encher os reservatórios do Sistema Cantareira.
Para trazer água dessalinizada até a região do Cantareira os técnicos do Consórcio PCJ fizeram muitas prospecções. Cinco possibilidades foram analisadas. Chegaram à conclusão de que Bertioga, no litoral paulista, seria o lugar ideal para captá-la e fazer a dessalinização. Trata-se – segundo o consórcio – do caminho mais curto até a cabeceira do rio Piracicaba, de onde a água seria distribuída para todo o Sistema Cantareira. O trajeto total fica em pouco menos de cem quilômetros de adutoras, embora haja um desnível de quase 700 metros a ser vencido. Ali será necessário o bombeamento da água.
De acordo com o Consórcio PCJ esse esquema todo poderá deixar os reservatórios do Cantareira com 80% da sua capacidade, no mínimo. Os outros 20% seriam destinados a uma reserva para abrigar as águas das chuvas.
A empreitada total de dessalinização da água do mar e transporte até o Sistema Cantareira sairá ainda mais caro que o grandioso projeto de Alckmin. Diz uma notícia no site da associação de prefeituras e empresas paulistas: “O Consórcio estima que o projeto como um todo, com a implantação de uma usina de dessalinização em Bertioga (SP) e a construção de adutoras que trariam a água até o Reservatório Jaguari/Jacareí do Cantareira, custaria algo em torno de R$ 6,1 bilhões. Esses números necessitam de estudos de detalhamento técnico financeiro”.
Tudo isso parece apenas remediar o principal motivo pelo qual a região enfrenta a maior seca já vista na história: o desmatamento de florestas nativas e matas ciliares – aquelas que circundam nascentes de rios e mananciais. Em nenhum momento nossos governantes cogitaram a possibilidade de reflorestamento de áreas desmatadas próximas aos rios e reservatórios. Iria sair muito mais barato.
Como se sabe, conservar matas nativas ao redor de bacias hidrográficas é essencial para garantir a perenidade da água, mesmo em períodos de estiagens prolongadas. Primeiro porque as florestas retiram umidade do ar para jogá-la nos mananciais na forma de chuvas. Depois, porque essa vegetação impede o assoreamento dos reservatórios e os deslizamentos de encostas.
De acordo com um estudo elaborado pela ONG Fundação SOS Mata Atlântica a cobertura de floresta nativa da região do Cantareira está pior do que os pesquisadores imaginavam. “Hoje restam apenas 488 quilômetros quadrados (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica e nos 2 270 quilômetros quadrados do conjunto de seis represas que forma o Sistema Cantareira”, informa Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.
O tamanho do estrago é grande: dos mais de cinco mil quilômetros de rios que formam os reservatórios só 23,5% têm mata nativa. Outros 76,5% já não têm mata ciliar, ocupada que está pelo uso humano, principalmente agricultura, pecuária e silvicultura.
Ainda de acordo com o estudo, Minas Gerais é o estado que historicamente mais tem dizimado a Mata Atlântica. Detalhe: Minas abriga as principais nascentes que alimentam a região do Cantareira.
Em resumo: destruímos toda uma rede natural que permite a manutenção dos mananciais. E tentamos fugir do desabastecimento construindo mais reservatórios ou planejando operações megalomaníacas e onerosas de transporte de água dessalinizada a longas distâncias.
O desafio, agora, segundo Marcia Hirota, da SOS Mata Atlântica: “Proteger o que resta da Mata Atlântica e manter, com rigor, o monitoramento e a fiscalização dessas áreas para evitar mais desmatamentos”. O governo bem poderia investir na proteção das florestas nativas. E no reflorestamento também.